Welcome, Sir Scolari.

9 julho, 2008

Apresentação bem-humorada, conquistando o carinho dos torcedores, da imprensa. Carta branca para contratações, O clima é perfeito. Luiz Felipe Scolari foi apresentado como novo treinador do Chelsea ontem, em Londres. Finalmente o Brasil terá um nome de peso no comando de uma grande equipe européia. E com perspectiva de sucesso.

Felipão chega agradando.

Felipão chega agradando.

Após belas campanhas como técnico das seleções brasileira e portuguesa, conquistando o mundial de 2002 e uma vaga na final da Eurocopa 2004, Felipão tem seu trabalho reconhecido por uma das maiores ligas do mundo, chegando com respeito entre os participantes da Premier League, a primeira divisão inglesa. É um novo mundo, novos costumes, nova língua. Mas na coletiva, parecia que Felipão não se importava com nada disso. Mostrando habilidade com a língua local conquistou o coração de quem presenciou sua apresentação, mostrando que tem um grande potencial para brilhar e levar os Blues às grandes glórias.

O técnico brasileiro utilizará seu jeitão “gaúcho macho” de trabalhar e logo logo foramará uma nova “Família Scolari”.

Para os brasileiros, é o momento de torcer pro Chelsea, mesmo que escondido, num cantinho, renegando aos poucos as paixões pelo Manchester, pelo Arsenal, pelo Liverpool, e pelos outros times que engrandecem a liga inglesa. Agora o Brasil é azul na terra da rainha.


Não é fácil dizer adeus.

19 junho, 2008

E assim se encerra um ciclo, com 3 gols alemães e insuficientes 2 gols lusos. O trabalho de Felipão está assim terminado na seleção portuguesa, com um vice-campeonato na Euro 2004 (jogada em casa) e um 4º lugar numa Copa. Portugal novamente fica abaixo das espectativas, mas dentro do aceitável.

O jogo de hoje reflete bem isso, esperavam ir mais longe, sem dúvida, mas esbarraram na equipe alemã. A euforia e alegria portuguesa confrontou a disciplina dos homens de Löw e o resultado foi visto. Em um devastador primeiro tempo a Alemanha marcou dois gols e num lance combinado de talento e estrela veio a resposta portuguesa.

No segundo tempo vimos um jogo mais acirrado, porém foi aí que a disciplina prevaleceu. Se fechando bem e usando Klose e Podolski pra incomodar a saída de bola lusa, a Alemanha não permitiu que os jogadores técnicos de Felipão fizessem sua parte e aí aconteceu o que sempre acontece (ou que só eu vejo que acontece), Cristiano Ronaldo desapareceu. Errou passes e fez algumas jogadas bizonhas ficando claro que apesar de ser um dos melhores (se não o melhor) ele amarela quando necessário. O gol de Ballack foi irregular, mas pra mim se a rede não balançasse nesse lance seria em outro, e a frieza da seleção tricampeã continuaria prevalecendo.

O Cara: Schweinsteiger. Com um gol e duas assistências, correndo ativamente pelo campo e participando sempre das jogadas foi o melhor em campo, sendo reserva nas duas primeiras partidas e cumprindo suspensão na terceira, saiu do banco para se tornar peça fundamental da equipe alemã.
Pra esconder a cara: Cristiano Ronaldo. Não foi o pior, mas como sempre amarelou quando foi requisitado.

Peace Up Niggas,

Bruno Machado.