2006, 4 anos depois

4 maio, 2010

Esses dias durante uma das várias discussões sobre a copa que está se aproximando, falava-se sobre o fracasso de 2006. Peguei-me pensando neste tal fracasso…

Sem sombra de dúvida, tinhamos a melhor seleção no papel. Mas será que foi realmente um fracasso? Fomos eliminados num jogo de quartas-de-final contra uma seleção que não foi campeã por detalhes, em um jogo realemente apático, mas para os dois lados. Coube a França, com um jogo mais aprimorado no meio campo, criar mais chances e marcar um gol.

Agora vamos aos outros resultados. Na fase de grupos 1×0 na Croácia, gol de Kaká no fim do primeiro tempo. Resultado fraco, ainda mais contra um time que sairia da copa sem sequer uma vitória, mas uma vitória. O próximo embate foi contra a Austrália. Dois a zero nos cangurus (Adriano e Fred). Muitos pensavam que tivesse sido um resultado ruim frente a um adversário tão fraco. A verdade é que a Austrália não era tão fraca assim. Contava com alguns jogadores de clubes medianos da Europa e com Harry Kewell, que na temporada passada estava no time do Liverpool que levantara o caneco da Champions League. Vale lembrar que a campeã Itália precisou de um pênalti aos 50 do segundo tempo para passar pelo representante da Oceania nas oitavas. Fechando a primeira fase, pegamos o Japão. Quatro a um (Tamada  – Ronaldo (2), Juninho e Gilberto) um resultado, no mínimo, satisfatório.

Na fase seguinte pegamos os africanos de Gana. No papel a seleção mais fraca que enfrentamos. O jogo não foi de todo complicado e apesar de sermos pressionados, conseguimos 3×0 (Ronaldo, Adriano e Zé Roberto). A realidade deles na copa era outra. Caíram no Grupo E, junto de Itália (futura campeã da edição), República Tcheca (apontada por muitos como a seleção mais forte fora as principais) e Estados Unidos (que viria a provar 3 anos depois a evolução do seu futebol). A classificação veio em um grupo relativamente complicado: tombou perante a Azurra (2×0), passou pela República Tcheca de Nedved, Cech e Rosicky (2×0) e posteriormente pelo Tio Sam (2×1). Com um misto de supresa e moral passaram a próxima fase, onde aplicamo-lhes um bom placar.

A fase seguinte seria a fatídica, onde iriamos pegar a França. Os “Les Bleus” ainda não haviam convencido na copa, pelo Grupo G, passaram no sufoco com apenas uma vitória sobre Togo (2×0) na última rodada e sofrendo num empate sem gols com a Suíça (que saíria da copa sem sofrer nenhum gol) e outro em 1×1 para a Coréia do Sul (que não aparentava o mesmo futebol de 2002). Na fase seguinte eliminaram a Espanha por 3×1, para nós brasileiros o jogo é importante por um motivo: Zidane voltava a jogar bola. No jogo contra o Brasil ele viria a desequilibrar com lances de habilidade e cruzando a bola para o gol de Henry, além do quê, é um incontestável gênio.

Contávamos com jogadores em boa fase e de renome, mas a verdade é que 2006 viria a ser o início da má fase para vários deles. Adriano, Ronaldo, Ronaldinho nunca mais apresentariam o mesmo futebol. Roberto Carlos e Cafú, talvez os mais contestados, eram os melhores nas laterais, mas não os mesmos de 2002. Emerson e Dida que fariam uma boa copa também teriam problemas logo mais. Outros reservas também entrariam em certa decadência, como Robinho, Fred, Juninho, Cicinho e Gilberto.

2006 não foi o esperado, longe disso, a apatia dos jogadores incomodou muita gente e da mesma maneira que em 66, a forma como se deu a relação da seleção e a mídia foi por muitos a culpada pela forma da seleção. Daí para a abordagem tomada há um certo exagero, Copa do Mundo é uma competição que envolve muitos fatores além de um bom time e a campanha do Brasil não foi vergonhosa. O amor do brasileiro pela camisa canarinho e a bipolaridade da mídia (exaltação e crucificação), ao meu ver, distorceram nossa visão da competição, onde não fomos bons, mas também não um foi um completo fracasso.

Peace Up Niggas!
Bruno Machado


Brand New Start

2 maio, 2010

Salve, salve!

Eis que o Cal na Grama está de volta na esfera futebolística dos blogs brasileiros. E, como é de praxe, com algumas novidades:

Eles voltaram, nós também

Agora o blog não vai se restringir somente ao futebol europeu, tecendo comentários acerca da nossa versão do nobre esporte bretão.

Iremos aproveitar também esse período pré-Copa do Mundo para comentar as seleções, discutir as convocações, astros que ficaram de fora e pitacos sobre os grupos do maior evento de esporte mundial.

Ah, antes que eu esqueça: agora teremos um novo colaborador, Luiz Otavio, estes que vos escreve. Tentaremos trabalhar também em outra mídia, o podcast. Mas isso fica para depois.

That’s all, folks.

Juninho.


Rumo a Pequim… ou não.

10 agosto, 2008

Brasil e Argentina (principalmente) estão protagonizando uma briga contra clubes europeus para a liberação de jogadores para a competição de futebol dos Jogos Olímpicos de Pequim. Dois nomes chamam a atenção pelo poder de decisão que teriam se participassem dos jogos. Robinho e Messi.

O primeiro, acima de 23 anos, mudaria o esquema de jogo do brasil se fosse convocado, recuando o que hoje tem o status de mais importante do time, Ronaldinho Gaúcho. O segundo, ainda sub-23, já é cotado para ser um dos melhores jogadores do mundo neste ano, e com certeza traria mais alegria e técnica ao meio campo argentino.

Schalke 04 e Werder Bremen acionaram o Tribunal Arbitral do Esporte por Rafinha e Diego, dois prováveis titulares da seleção de Dunga, que se apresentaram sem autorização de seus clubes. A decisão do TAS só sairá após o pronunciamento da FIFA, por meio da Comissão do Estatuto do Jogador, nesta terça, que decidirá a posição do órgão máximo com relação às convocações. A contradição da FIFA na questão da liberação dos jogadores para o torneio olímpico, dá força aos clubes nesta batalha. Pra quem não sabe, a FIFA determina que os clubes são obrigados a liberar seus jogadores somente em torneios do calendário oficial da entidade, entre os quais não constam os Jogos Olímpicos, porém através de seu presidente, anunciou que a liberação dos atletas menores de 23 anos é obrigatória. A partir de terça-feira, novos esclarecimentos virão e à medida que os jogos se aproximam, os clubes ficam mais fortes na batalha. Resta torcer pra que o futebol não fique prejudicado nessa confusão toda.

Abraços Fraternos. E quase Olímpicos.

Douglas Ponso.


Apresentação

29 maio, 2008

Estaremos aqui a partir do início da pré-temporada européia para trazer informações, comentários e análises sobre os principais campeonatos, clubes e jogadores do Velho Continente.

Abraços, Bruno e Douglas.