Ficaram devendo…

22 Junho, 2008

Quartas-de-final da Euro 2008, Itália contra Espanha, promessa de grande jogo com bons jogadores de grandes clubes, mas em campo…

Um jogo sofrível, retrancado, pouca emoção e até mesmo técnicamente foi fraco. As duas equipes jogaram na defensiva. A Itália por estar mais recuada sofreu um pouco mais com os ataques espanhóis, e durante todos os 120 minutos de partida tivemos poucos lances que podemos destacar. Um bate rebate na área da Fúria (incrível defesa do Casillas por sinal), um míssil do Marco Senna que o goleirão Buffon quase aceitou e um chute aqui ou ali. Camoranesi até ameaçou dar algum ânimo e Del Piero mostrou que ainda está vivo dando um belo balão quando emaranhado em dois zagueiros da Fúria. Mas a falta de entusiamo não resultou em outra coisa: 0×0.

Foi um jogo digno de empate, mas como é uma quarta de final e apenas uma equipe poderia prosseguir, o jogo foi pros penaltis. E sinceramente, nem neste momento o jogo foi muito emocionante. Com destaque para Casillas que pegou 2, a Espanha passa a próxima após 4×2 nos penaltis.

O Cara:
Chiellini. saiu do banco para fazer uma atuação segura com boa leitura e cortes cruciais.
Para esconder a cara: David Villa. Eu mandava muita gente, mas como só posso mandar um vai quem ficou devendo mais.

Peace Up Niggas,
Bruno Machado.


Prazer, nós somos a Rússia.

22 Junho, 2008

Russos comemoram após vitória sobre a Holanda

Grande parte do mundo futebolístico se encontra surpreso agora. A Holanda, que teve o melhor desempenho da história da primeira fase desse formato da EURO, foi eliminada pela Rússia essa noite na Basiléia, na prorrogação, por 3×1, após empate no tempo normal com um gol do sumido van Nistelrooy aos 40 do segundo tempo. Os holandeses agora perdem seu técnico Marco van Basten para o Ajax.

O jogo

Rússia começou avassaladora, partindo pro ataque, com o consentimento do técnico (ou milagreiro) Guus Hiddink, que declarou antes da partida, ser necessário atacar pra vencer. A Holanda chegava com perigo nas faltas cruzadas cobradas por Rafael van der Vaart, mas sem o padrão visto nos três primeiros jogos. Arshavin já se destacava, juntamente com Zhirkov e os mísseis de Kolodin. Mas nos primeiros 45 minutos, nada saiu do 0×0.

Já no segundo tempo, com a fragilidade do lado direito da defesa holandesa (Boulahrouz recebeu amarelo e deu lugar a Heitinga) a Rússia cresceu no jogo, imprimindo velocidade e toque de bola. Mesmo a entrada de van Persei não a ofensividade necessária à Holanda. Com 11 minutos Pavlyuchenko abriu o placar após jogada de Semak. O gol fez com que os russos recuassem muito, chamando a holanda pro jogo com Sneijder e seus poderosos chutes. Aos 41 após bola levantada na área, Ruud van Nistelrooy, muito apagado na partida, aproveita falha de marcação de Iganshevich e marca o gol de empate. Encerrou-se o tempo normal com um lance polêmico: Sneijder salvou um bola que supostamente saiu pela linha de fundo e em seguida sofreu um carrinho criminoso de Kolodin. O árbitro aplicou o segundo cartão amarelo no defensor russo, mas o assistente indicou saída de bola, invalidando o lance seguinte, pra reclamação árdua dos laranjas.

Prorrogação

O tempo extra começou com uma dúvida. Será que a Rússia sentiria o gol sofrido no fim do jogo? A equipe do extremo leste europeu respondeu em campo. Atacando e sem abandonar o seu estilo de jogo, os russos pressionaram e Torbinski perdeu um gol dentro da pequena área após grande jogada de Zhirkov. Arshavin volta a mostrar seu grande futebol e começa a fazer a diferença. Após lindo lance cruzou para Torbinski apenas enconstar pro fundo do gol. Rússia 2×1 com sobras. Um golpe profundo nos holandeses que já se encontravam sem forças. O 3º gol saiu de uma jogada de lateral finalizada pelo grande nome da partida e da equipe da Rússia na EURO 2008, Andrei Arshavin. Um gol pra premiar a grande atuação do jogador e do time que surpreende a Europa a cada jogo.

À Holanda ficou novamente a sensação de poder ter ido mais longe. Teve uma equipe muito bem treinada, que se superou ao vencer Itália e França na primeira fase, mas sucumbiu à pressão no momento decisivo.

Do lado russo, a confiança cresce a cada jogo. E agora mais que nunca, afinal, bateram a sensação da copa e enfrentarão mais um favorito, seja Espanha ou Itália.

O cara: Arshavin. Rápido, com grande visão de jogo e muita habilidade. É praticamente certo sair do Zenit para alguma grande liga européia. Sensacional partida.

Pra esconder a cara: van Persie. Entrou com ar de salvador e saiu com ar de perdedor. Não acrescentou nada ao ataque holandês.

Amanhã comentários sobre o grande jogo das quartas-de-final. Espanha x Itália.

Abraços fraternos

Douglas Ponso