Viena assistiu nesse fim de tarde/início de noite a mais um milagre turco. O terceiro seguido na competição. Após 90 minutos em um 0×0 sem emoção, com duas equipes que sentiam o medo da responsabilidade de pela primeira vez chegar a uma semi-final de EURO e sem criatividade e uma prorrogação aparentemente chata, encaminhava-se pros pênaltis um dos jogos mais sem graça da EURO 2008. Até que a falha de saída do goleiro turco Rüstü, o cruzamento de Modric e a cabeçada de Klasnic, aos 14 do segundo tempo da prorrogação mudaram essa perspectiva. Slaven Bilic, o técnico croata, ex-jogador que atuou no único encontro entre Croácia e Turquia na EURO 96, comemorava como se o gol fosse de sua autoria.
Parecia tudo acabado, já anunciava-se a semi-final “revanche” da Alemanha contra a Croácia.
Mas a Turquia…
A Turquia jamais se dá por vencida. Equipe que luta até o último segundo. Time que só pára de jogar ao apito final. Nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação, após chutão pra frente de Rüstü, Semih domina e marca com um belo chute no ângulo direito do goleiro Pletikosa. Para desespero de Slaven Bilic, que pedia uma substituição antes da cobrança do derradeiro tiro livre por Rüstü.
Terminado o tempo extra, viriam as penalidades, que passaram de impossíveis a inevitáveis em 2 minutos. Os croatas sentindo o peso da possibilidade de perder a classificação praticamente certa e os turcos vendo de perto o que lhes parecia inalcançável.
Desespero do lado quadriculado. Festa dos vermelhos.
Pênaltis
Luka Modric, o talento e cabeça pensante do meio-campo croata, abriu a série de cobranças. Bola pra fora. Ali começou a se desenhar o “milagre turco”. Após mais 2 cobranças desperdiçadas e uma convertida e os 100% de aproveitamento dos turcos, com o renascimento do criticado Rüstü, decidiu-se a semi-final número 1. Turquia e Alemanha, dia 25.
A Croácia volta pra casa com a sensação de que faltou pouco. Mas era o pouco que poderia ter feito muito por ela.
O Cara: Semih. Entrou dando mais poder ofensivo à Turquia e marcou um belo gol no último lance da partida, além de converter o seu pênalti. Decisivo.
Pra esconder a cara: Olic. Perdeu um gol sem goleiro no primeiro tempo, não conseguiu se redimir e seu substituto Klasnic foi quem marcou o gol croata. Péssima partida.
Amanhã comentários sobre a partida da sensação Holanda contra a surpreendente Rússia.
Abraços fraternos.
Douglas Ponso

Escrito por calnagrama